Prefeitura Municipal de São Domingos do Prata

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Institucional

Distritos

por Acom/PMSDP

09/02/2012 09:35

 

Santana do Alfié


Nome: Divergem as opiniões quanto ao nome dado à localidade. A mais aceitável é, entretanto, a referente à qualidade do ouro que ali se extraia. Os compradores daquele metal pediam “Ouro Fiel”, isto é, ouro de boa qualidade ou bem pesado, ao fiel; vocábulo que corrompido tornou-se “Alfié”, chegando aos nossos dias.
Localiza-se há aproximadamente 20 km de distância da sede do município. Limita-se com os distritos das cidade de Jaguaraçu, Marliéria, Dionísio e Presidente Vargas (Nora Era).
João dos Santos Leite e seu irmão Alexandre dos Santos Leite, foram os primeiros posseiros quem entraram naquela zona.
Em 1730, trazendo consigo cerca de 40 trabalhadores apossaram-se dos terrenos que, posteriormente, se denominaram Alfié, Galinheiro, Piedade e Sumidouro, estabelecendo-se aquele na primeira posse e os outros nas demais.
Em 1790 o Pe. João Rodrigues da Rocha, Antônio Barbosa da Silva e Domingos Gonçalves Laranjeira deram início aos serviços de construção da atual matriz, que veio substituir a pequena capela da Santa Ana que João dos Santos Leite havia construído à sua custa própria, no terreno que havia doado.
Há, pouco distante da sede um lugar para onde convergem romarias anualmente, vinda de vários pontos, mesmo dos mais distantes, a fim de render culto a uma cruz, fato que se realiza no dia 3 de maio.
LENDA: Quando Domingues Marques se perdeu nas matas, encontrou uma picada e no fim da mesma uma tosca cruz de madeira, sobre sepultura feita recentemente, picada que partia de um trilho que o orientou, rumando para sua casa. Este fato, dizem, se deu nas imediações do Alfié, lugar já então povoado.
HISTÓRIA: Quando o soldado Dionísio fugiu da Vila Rica, com Ricardina, dirigindo-se para Antônio Dias, encontrou com dois soldados que se dirigiam para Vila Rica. Travaram-se de razões, resultado do conflito a morte de um dos soldados, que por Dionísio foi inhumado no seio da floresta.
Dizem que tal fato se deu nas proximidades do Morro da Sela, parecendo-nos porém, ter sido o mesmo realizado nas imediações do Alfié que desde 1730 já era povoado, antes do Prata, portanto por ali deveria passar o caminho ou trilho de Antônio Dias para Vila Rica.
Anos depois, João J. de Faria, vulgo Joãogico, achando-se atacado de grave enfermidade, fez votos de substituir a cruz por outra de melhor aspecto, si tivesse alívio de seus males.
Obtida a cura, cumpriu a promessa fazendo a aludida substituição. Também uma filha sua que se achava desenganada, sofrendo grave enfermidade, obteve melhoria instantânea, invocando a Cruz milagrosa.
Fatos outros foram se realizando até chegar ao ponto de convergência de milhares de pessoas, procurando ali alívio para seus males.

 

Ilhéus

 

Distrito criado por ato do Governo Provisório, em 1891, desmembrado do distrito de Santo Antônio da Vargem Alegre, a que  pertencia o respectivo território.
Dista da sede do município 30 km. A denominação da localidade proveio de um português, das ilhas, alcunhado de “Francisco Ilhéus”, um dos primeiros entrantes na zona.
HISTÓRIA: Antônio de Oliveira veio com Costa Leite, do Rio para Minas, a fim de explorarem a rica zona do Rio Doce, especialmente no tocante às fibras descobertas por este último, fazendo plantação do respectivo cipó, em escala tal que lhes produzissem lucro remunerador.
Infelizmente, pouco durou a tentativa, porque Costa Leite, a fim de obter numerário para custeio da empresa, dirigiu-se ao Rio de Janeiro, levando boa quantidade do produto (fibras) para o mercado daquela cidade. Falecendo este em caminho, desaparecendo a sociedade em apreço.
Oliveira então tratou de pesquisar outros negócios. Cidadão de vistas largas, idealizou a criação de um distrito administrativo em Ilhéus ou em represália a Vargem Alegre, ou ainda, por outra razão que só ele enxergava, o certo é que enfrentou o empreendimento e rumou para Ouro Preto, então Capital do Estado.
Político nato; portanto com ou sem carta de apresentação dos políticos locais, dirigiu-se a Ouro Preto e, pessoalmente, apresentou-se ao governador e com diplomacia que lhe era peculiar, obteve a criação do distrito desejado, em 1891, com divisas demarcadas, desmembrando-se o respectivo território do distrito de Vargem Alegre.
As autoridades e funcionários, comentavam os filhos de Candinha, só figuravam em nome, pois, só ele exercia todas as funções: professor, de fato o era, sub-delegado da polícia, juiz de paz, escrivão e tabelião de notas, presidente e membros do conselho distrital, agente e estafeta do correio, etc.
Digam, entretanto o que quizerem, mas o que não se pode negar é que foi ele grande patriota, trabalhador sempre para o bem da coletividade, tendo sido um dos braços fortes do município, politicamente falando.
Oliveira foi um herói que merece o título de benemérito do município. Se alguma coisa praticou que mereça censura, o fez como abalisado político, sempre ao lado da situação que sobremodo o justifica.

 

Vargem Linda

 

Freguesia criada pela Lei mineira n° 2762 de 12 de setembro de 1890, então pertencente ao município de Mariana.
Divide-se com os distritos da cidade e de Ilhéus, e com os municípios de Dom Silvério e de Alvinópolis.
Dista 12 km da sede do município.
HISTÓRIA: Outrora o povoado se chamava “Berrante” devido a um antigo morador da localidade, que tinha costume de falar muito alto e quando alguém lhe chamava atenção pelo fato, respondia com arrogância: “Eu aqui sou quem berra”, motivando, este fato, alcunharem-no de “João Berrante”, nome que tomou a nascente povoação.
Criada a freguesia, passou a denominar-se “Vargem Alegre”, nome sugerido por Manoel Ponciano em vista da extensão várzea nas margens do Prata que banha, na extensão de 7 km.
De conformidade com a penúltima divisão administrativa, foi muito mutilado, perdendo muitas fazendas e povoados: Areão, Batieiro e muitos outros lugares.Pela última divisão administrativa foi o nome da Vila mudado para “Vargem Linda”.

 

Cônego João Pio

 

O distrito de Cônego João Pio, primitivamente denominado Povoado de Teixeiras, em memória do primeiro fazendeiro da região, Sô Teixeira, pertenceu ao distrito de Vargem Alegre, hoje Vargem Linda. Aos 27 de dezembro de 1948, pela Lei 336, foi feito distrito, recebendo a nova denominação Cônego João Pio. Com a troca de nome, evitou-se o que vinha acontecendo com freqüência: o extravio de correspondências locais para Teixeiras de Viçosa. E, com certeza, a escolha da nova denominação, foi para homenagear um das figuras mais representativas da história de São Domingos do Prata, o CÔNEGO JOÃO PIO DE SOUZA REIS.
 

Juiraçu

 

É um pequeno distrito, tanto em extensão territorial como em número de habitantes. Foi criado distrito no dia 06 de junho de 1901, como o nome de Santa Isabel. No dia 08 de outubro de 1929 perdeu a condição de distrito, voltando à condição de Povoado ou Vila, pertencente ao distrito de São José do Goiabal, criado naquela data. Voltou a condição de distrito de São Domingos do Prata no dia 27 de dezembro de 1948, pela Lei 336, com o atual nome: JUIRAÇU. A volta à condição de distrito do município de São Domingos do Prata dói devido aos bons ofícios do sr. Joaquim Leão Estevão, natural desse distrito.
 



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